Inteligência artificial pode acelerar o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica: iniciativa no Canadá destaca atuação do Dr. Nucelio Lemos



Uma reportagem publicada pelo site CTV News trouxe à tona um avanço promissor na área da saúde da mulher: o desenvolvimento de um aplicativo com inteligência artificial capaz de reduzir significativamente o tempo para o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica — condição que ainda enfrenta desafios importantes em todo o mundo.

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo causar dores intensas, sangramentos abundantes e impactos relevantes na qualidade de vida. Apesar de sua alta prevalência — atingindo cerca de 1 milhão de pessoas no Canadá — o diagnóstico pode levar, em média, de cinco a dez anos.


Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.
Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.

É nesse cenário que surge o aplicativo DANA, uma inovação que conta com a participação direta do Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico e integrante da equipe Increasing. O especialista também atua no Mount Sinai Hospital e é professor na University of Toronto.

Segundo a matéria original da CTV News, o principal objetivo da ferramenta é encurtar o caminho até o diagnóstico correto, conectando as pacientes aos especialistas adequados já nas primeiras consultas. Utilizando mais de uma década de dados clínicos anonimizados de instituições como o Women’s College Hospital e o próprio Mount Sinai Hospital, o sistema será capaz de analisar sintomas, identificar padrões e estimar a probabilidade de endometriose ou outras causas de dor pélvica crônica.

O Dr. Nucelio Lemos destaca que um dos grandes desafios no diagnóstico da doença é a sua complexidade: existem mais de 150 condições que podem causar dor pélvica crônica, o que frequentemente leva a diagnósticos equivocados. Como consequência, muitas mulheres passam por uma longa jornada envolvendo múltiplos especialistas, exames e tratamentos antes de obterem respostas.


Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)
Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)

Além disso, fatores culturais e históricos também contribuem para esse atraso. Durante anos, sintomas como dor menstrual intensa foram normalizados, levando à subvalorização dos sinais clínicos. Esse cenário pode gerar impactos psicológicos, como ansiedade e desmotivação para buscar ajuda médica.

A Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette
Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette


Outro ponto crítico abordado na reportagem da CTV News é a escassez de especialistas em endometriose. Embora existam cerca de 3.200 ginecologistas e obstetras no Canadá, o número de profissionais especializados na doença ainda é insuficiente, especialmente nos casos mais complexos. Isso cria gargalos no sistema de saúde e aumenta ainda mais o tempo de espera por atendimento adequado.

Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.
Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.

Diante desse contexto, iniciativas como o aplicativo DANA representam um avanço estratégico. A expectativa é que a tecnologia reduza em até 80% o tempo e os recursos necessários para o diagnóstico, além de diminuir a quantidade de especialistas consultados e exames desnecessários.

A participação do Dr. Nucelio Lemos nesse projeto reforça o compromisso da equipe Increasing com a inovação e a excelência no cuidado à saúde da mulher. Ao integrar tecnologia de ponta com experiência clínica, iniciativas como essa têm potencial para transformar a jornada das pacientes, promovendo diagnósticos mais rápidos, precisos e humanizados.

Fonte: Adaptado de reportagem publicada por CTV News.

Neuropelveologia expõe lacunas no tratamento da endometriose e reacende debate por plano nacional no Canadá



Uma cirurgia pélvica neurológica raramente realizada no Canadá trouxe à tona a urgência de ampliar o acesso a tratamentos especializados para mulheres com endometriose. 

A área, chamada "Neuropelveologia" estuda os nervos da pelve e desenvolve técnicas para o tratamento da endometriose que acomete esses nervos. 

O procedimento, foi realizado no The Ottawa Hospital e tratou dores intensas e limitações funcionais causadas pelo comprometimento dos nervos pélvicos da paciente.

Em entrevista à CBC News, Dr. Nucelio Lemos, professor do departamento de ginecologia e obstetrícia e uroginecologista em Toronto, destacou que esse tipo de cuidado ainda é extremamente restrito. “Não tenho conhecimento de nenhum centro que ofereça esse tipo de atendimento fora de Ontário”, afirmou. Segundo ele, é fundamental avançar na criação de centros de excelência capazes de suprir essa lacuna no sistema de saúde.

O Dr. Lemos é titular da Cátedra Friedrichsen Cooper de Endometriose e Dor Pélvica Crônica no Mount Sinai Hospital, em Toronto, que abriga a principal — e única — clínica dedicada à neuropelveologia no país. Ele explica que a limitação de acesso está diretamente ligada ao fato de a neuropelveologia ser uma disciplina relativamente nova, desenvolvida no início dos anos 2000, com poucos especialistas capacitados para diagnosticar e realizar cirurgias complexas associadas a condições como a endometriose. Mesmo entre os profissionais treinados, a falta de recursos e de infraestrutura adequada ainda é um obstáculo frequente.

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora dele, afetando ao menos uma em cada dez meninas e mulheres no Canadá. Os sintomas variam de leves a graves e podem comprometer profundamente a qualidade de vida. No caso tratado em Ottawa, a equipe médica se preparou para a cirurgia mapeando a doença com o uso de imagens em realidade virtual, o que facilitou o planejamento, o treinamento do time e a compreensão do procedimento pela própria paciente.



A realização da cirurgia só foi possível graças a subsídios provinciais e ao financiamento do hospital. Ainda assim, segundo Singh, uma das vozes envolvidas na defesa da causa, esse modelo não é suficiente para tornar o procedimento acessível a mais pacientes. Como resultado, muitas mulheres acabam sem opções de tratamento dentro do país, a menos que possam custear cuidados no exterior.

Diante desse cenário, defensores pressionam o governo federal no Canadá a desenvolver e financiar um plano nacional de ação coordenado para a endometriose, a exemplo do que já foi implementado na Austrália e na França. Em Ontário, o NDP também pede a criação de um plano provincial, alertando que algumas pacientes estão sendo forçadas a buscar atendimento fora do Canadá.

“Isso trará um retorno positivo sobre o investimento”, afirmou Singh. “Você traz a Danika de volta ao trabalho como professora. Reúne famílias novamente depois de anos de sofrimento. Você as torna mais saudáveis e melhores.”

Danika Fleury, a paciente submetida à neurocirurgia pélvica, também decidiu compartilhar sua história como forma de apoiar outras mulheres que convivem com a endometriose. Ainda em recuperação da cirurgia realizada no outono, ela já projeta o retorno à sala de aula no programa de imersão em francês da Broadview Public School, além de retomar caminhadas e viagens — paixões que haviam sido interrompidas pela doença.

“A melhor coisa que me aconteceu foi simplesmente recuperar a qualidade de vida que eu havia perdido”, disse Fleury. “Isso realmente me devolveu meu brilho, minha luz e minha esperança no futuro.”

Confira a matéria completa em:

Transtorno da Excitação Genital Persistente (PGAD)



O Transtorno da Excitação Genital Persistente - PGAD (do inglês Persistent Genital Arousal Disorder) é uma condição rara e frequentemente debilitante, caracterizada por episódios recorrentes ou contínuos de excitação genital que não estão relacionados ao desejo sexual. Essa excitação pode incluir sensações de congestão pélvica, pulsação, formigamento ou até orgasmos espontâneos, que surgem sem estímulo erótico e sem controle voluntário.

Apesar de pouco discutido, o PGAD exerce profundo impacto na qualidade de vida, comprometendo relações íntimas, equilíbrio emocional, sono, trabalho e vida social. Muitas pessoas com o transtorno relatam sentimentos de angústia, vergonha e isolamento, sobretudo devido ao estigma em torno de sintomas associados à sexualidade.

Causas e fatores associados

As causas ainda não são totalmente compreendidas. Pesquisas sugerem que podem estar relacionadas a:
  • Alterações em nervos pélvicos (como compressões ou irritações do nervo pudendo ou de outras raízes nervosas).
  • Condições vasculares ou alterações da sensibilidade genital.
  • Uso ou suspensão de determinados medicamentos.
  • Fatores psicológicos, que podem intensificar a percepção dos sintomas.

É importante destacar que o PGAD não corresponde a um desejo sexual excessivo, mas sim a um estado de hiperatividade do sistema nervoso que regula a região genital.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico requer avaliação cuidadosa, incluindo história clínica detalhada, exames de imagem quando indicados e, em muitos casos, atuação conjunta de diferentes especialidades médicas.

O tratamento deve ser individualizado e pode envolver:
  • Abordagens neurológicas e neuropelveológicas, para investigar e tratar possíveis compressões nervosas.
  • Fisioterapia pélvica especializada, voltada para o alívio de tensões musculares que contribuem para os sintomas.
  • Apoio psicológico ou psiquiátrico, no manejo da ansiedade, depressão ou estresse associados.
  • Estratégias farmacológicas ou intervencionistas, em casos selecionados.


Sacral Tarlov cysts and spontaneous persistent genital arousal: 2 unrecognized and underappreciated health conditions with an uncertain relationship

ACESSE AQUI O ARTIGO COMPLETO, EM INGLÊS


Nossa abordagem

Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise em neuropelveologia, ginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado, humano e livre de estigmas, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.





Boot Camp de Cirurgia Ginecológica Avançada reúne especialistas no Canadá


O CanSAGE 7th Annual Fellows Boot Camp, realizado no dia 17 de setembro de 2025 no Saskatoon Institute for Medical Simulation, reuniu alguns dos maiores nomes da cirurgia ginecológica do Canadá. O evento faz parte de um projeto que abrange todo o país e tem como objetivo capacitar especialistas em técnicas cirúrgicas de alta complexidade, promovendo avanços no tratamento de condições que afetam a saúde da mulher.

Entre os destaques da programação esteve o Dr. Nucelio Lemos, da equipe Increasing, que conduziu a sessão sobre Neuropelveologia, área dedicada ao estudo e tratamento de dores pélvicas complexas e patologias relacionadas aos nervos da pelve. O treinamento incluiu desde aulas teóricas até simulações práticas em laboratório, passando por temas como ablação por radiofrequência, técnicas de sutura laparoscópica, uso de staplers (grampos) e cirurgia transluminal endoscópica vaginal.

O Boot Camp contou com a participação de especialistas de várias regiões do Canadá e reforça a importância da atualização médica contínua em um cenário onde a tecnologia transforma rapidamente a prática cirúrgica. A iniciativa contribui para que pacientes em todo o país tenham acesso a tratamentos mais seguros, eficazes e inovadores.

Mais informações: acesse www.cansage2025.ca


Confira a galeria de imagens:











Síndrome Geniturinária da Menopausa: causas, sintomas e tratamentos


A menopausa e o climatério são fases naturais da vida da mulher que marcam o fim da menstruação e do período fértil. Embora seja uma transição esperada, ela traz mudanças hormonais que podem provocar diversos sintomas físicos e emocionais. Um conjunto específico de alterações que afeta a saúde íntima é conhecido como Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM).

Essa síndrome ocorre pela redução da produção de hormônios pelos ovários, principalmente do estrogênio. Esse hormônio é essencial para a lubrificação vaginal, elasticidade dos tecidos e boa saúde da bexiga e da uretra.

A falta de estrogênio leva a mudanças como menor circulação sanguínea na região íntima, diminuição do colágeno, perda de elasticidade, ressecamento da mucosa vaginal e alteração do pH e da flora vaginal. Entre os sintomas mais comuns estão ressecamento, ardência, coceira, dor durante a relação sexual, infecções urinárias de repetição, aumento da frequência urinária e incontinência.

A dor ou desconforto durante a relação sexual é a principal queixa, geralmente sentida na entrada da vagina, durante ou depois do ato. Isso pode comprometer a qualidade da vida sexual. Com acompanhamento médico e tratamento adequado, o problema pode ser controlado, devolvendo bem-estar e saúde sexual.

O tratamento mais indicado é o uso de estrogênio tópico vaginal. Outra opção são lubrificantes e hidratantes vaginais, que ajudam a restaurar a umidade e melhorar o conforto. Quando o estrogênio não pode ser utilizado, procedimentos como laser ou radiofrequência podem estimular a regeneração dos tecidos e melhorar a saúde íntima.

Além disso, manter hábitos saudáveis — como boa alimentação, hidratação adequada, exercícios físicos regulares e fisioterapia pélvica — também contribui para a melhora dos sintomas.

Cada mulher é única e pode responder de forma diferente aos tratamentos. Por isso, consultar um especialista é fundamental para receber um diagnóstico preciso e um plano individualizado.

No Increasing, uma equipe multidisciplinar está preparada para oferecer diagnóstico, acolhimento e tratamento completo, cuidando da saúde física e emocional das mulheres.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.